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O 5G é o Rei, mas a Energia é a Rainha e quem manda é ela!

Eric LeCalvez • abril 10, 2019

Em 1995 mudei de Paris para Londres. Por mais excitante e interessante que Londres fosse e seja, eu estava interessando em me manter a par do que estava acontecendo na França. Naquele tempo, tentar entender a mídia francesa era muito difícil.

Com a TV eu não teria sucesso, com o rádio, sem chance, e a internet era bastante básica.  A maioria dos jornais não tinham presença on-line, o que significava ter que caminhar até bancas especializadas em South Kensington para conseguir um exemplar do Le Figaro ou do Le Monde.  Vinte anos depois, tudo isto está disponível em um dispositivo de 14 centímetros no meu bolso e agora em “Technicolor”. 

E daí? E daí que é muito fácil esquecer que chegamos tão longe em tão pouco tempo.   Infraestruturas de telecom e novas tecnologias onipresentes foram construídas para fazer isso acontecer e agora com as redes 5G em nossa porta, a indústria de telecom embarca no próximo grande investimento para permitir que eu veja o Gerard Depardieu na TV5 em qualquer lugar que eu queira.  O consumo de energia para sustentar essa nova onda, se não for verificado, tem potencial para corroer os benefícios financeiros daquele investimento.

Energia em 3D

O futuro da nossa era experimental é baseado em energia e conectividade!

O Big Data será o condutor da 4ª. Revolução Industrial e a energia será seu motor. E como a maioria das coisas grandes, virá com um preço.  A conectividade tem muita fome de energia.  Conforme a conectividade aumenta, o consumo de energia também aumenta.

O business case das operadoras ficará espremido, restrito, nesses dois cenários: O mundo da conectividade wireless em massa e a enorme energia necessária para alimentá-la. 

A redução dos custos com energia é essencial para um business case de sucesso.

A infraestrutura crítica das redes de telecom tem três desafios:

Descentralização – Manter a confiabilidade da rede de telecom, enquanto as funções críticas são levadas para mais perto do usuário final.  As atribuições da rede estão sendo retiradas de suas instalações centrais e sendo relocadas para dentro da própria comunidade atendida, onde são muito menos seguras fisicamente e ainda mais vulneráveis às forças da natureza.   O streaming de vídeo em HD é a aplicação mais visível hoje – e o usuário final não tolerará problemas de latência, portanto, devido tanto à experiência do usuário final quanto aos custos para o fornecedor, eles precisarão levar o conteúdo para mais perto do usuário. 

Os dois quadros abaixo ilustram a evolução do cenário desta nova rede de Edge computing com a infraestrutura de 5G

 

Antes

Depois

Descarbonização -  O consumo de energia está sendo transferido de um ambiente físico para um ambiente digital (movimentação de materiais, serviços, pessoas mudando para um novo ambiente econômico). O lado positivo disso é que a rede de telecom evoluiu e  reduzirá o peso do carbono para o usuário final. Entretanto, a rede precisa chegar a mais lugares e ter mais potência para conseguir isso, sendo assim, demandará um aumento considerável no consumo de energia. 

O recente relatório SMARTer 2030 feito pela Accenture para GeSI projetou que, apesar do crescimento esperado do setor de TIC, o qual inclui operadoras móveis, a pegada de carbono relativa é antecipada para se manter ao redor de 2% das emissões globais totais até o longínquo ano de 2030.  Mais importante, o potencial de redução das emissões de carbono futuras para o setor de TIC como um todo, incluindo os serviços móveis, foi estimado em 20% das emissões globais de CO2 até 2030.

Apesar disso, enquanto escrevo este blog, quase 70 mil alunos a cada semana, em 500 cidades ao redor do mundo, estão fazendo manifestações contra as mudanças climáticas. Desconfio que a ironia dessa geração, que é a mais faminta por informações digitais, não percebeu isso ainda. Entretanto, o que isto mostra é que a pressão para reduzir a dependência de fontes de energia tradicionais e usar energia mais limpa e mais sustentável – como substituir a geração local de diesel e a produção de serviços através de óleo/gás, não apenas aumentará, mas também fará - e já faz - parte dos Balanços Social das operadoras.   Para esta geração, o desempenho das operadoras nesta área deverá ser um forte fator na escolha da marca.

Digitalização – Fazer a infraestrutura de energia se beneficiar da rede aprimorada em relação a eficiência – coisas que você não podia ver mais e que agora pode através do reino da energia.  A capacidade de enxergar o ecossistema da rede inclui a energia como sendo uma de suas funções e não como um mal necessário para dar suporte às funções. 

A Energia reina soberana

A Conectividade inteligente tem o maior impacto de consumo nos Nós e no Macro. O aumento da densidade no data center contempla o 3º maior aumento.

Aumento no consumo de energia, por área da rede.

Em termos dos requisitos da infraestrutura crítica, podemos dividir este aumento para ver onde o impacto está ocorrendo na alimentação e na refrigeração.

Vemos arquiteturas descentralizadas vindas da central e arquiteturas centralizadas vindas do acesso. A densificação está tendo um grande impacto em todo o cenário por meio da concentração de ativos e da consequente energia necessária para refrigeração. 

E porque apenas aproximadamente 15% dos sites tem um gerador a diesel nos locais de edge computing, a necessidade de autonomia das baterias nestes sites precisa ser muito maior já que testemunhamos um pico de demanda naquela área. (abaixo)

Os sites críticos de edge computing demandarão uma resiliência significativa do back-up.

Convivendo com Aliados

Se olharmos de uma forma simplista para os custos das operadoras, como uma laranja de 4 segmentos (imagem abaixo), teremos:

Segmento 1: Reduzir os custos com energia da rede pública – Desafio de faturamento. Novos acordos de PPA – feito.

Segmento 2: Reduzir os custos nas aplicações de serviços – aplicações eficientes de rádio base e das centrais – feito.

Os dois segmentos restantes são os custos com o consumo atrás do medidor da rede elétrica.

Isto é um grande desafio, especialmente porque a rede de telecom está evoluindo ao mesmo tempo em que eficiências estão sendo desenvolvidas.

O resgate de um Rei ou um valor Principesco?

Conter e reduzir custos na camada de infraestrutura pode ser endereçado em mais de uma forma.  Nossa experiência trabalhando com operadoras é que, a partir da compreensão de qual é realmente a melhor prática, é fundamental entender como replicá-la.

Trocar componentes físicos certamente ajudará, mas será uma jornada incremental e gradativa. 

Se algo não pode ser medido, não pode ser aprimorado.  A auditoria e medição de sites é uma abordagem mais holística.  Ferramentas para visualizar o desempenho garimpam os dados e apresentam análises aceitáveis e em tempo real do consumo e do desempenho.  Interpretar corretamente essas análises é, portanto, fundamental para um resultado positivo.  Isto demanda o suporte de empresas que compreendam como interpretar e recomendar ações a serem tomadas.

Se os orçamentos de CapEx estiverem limitados, existem outras opções.   Modelos de negócios disruptivos como o ESaaS (economia de energia como um serviço, introduzida pioneiramente pela Vertiv) provou confrontar as necessidades esperadas da infraestrutura.

Abdicar não é uma opção

Mudanças profundas em nossas vidas devem espelhar as mudanças profundas nas redes.

Energia é a commodity que molda a Digitalização e a Descentralização.  A Descarbonização e a Eficiência são moldadas pelo conhecimento.

Conhecimento é Poder.

Conhecimento sobre Energia é Eficiência.

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